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CAMPEONATO MUNDIAL DE BOCHA PARAOLÍMPICA

Prof. do curso de Educação Física do Bennett, Cláudio Diehl, estava entre os membros da delegação brasileira que participou do Campeonato Mundial de Bocha Paraolímpica, de 29 de maio a 10 de junho, na cidade de Lisboa, Portugal. Cláudio é professor da disciplina Educação Física Adaptada, que é voltada para alunos com necessidades especiais. O objetivo da matéria é capacitar o futuro profissional a reconhecer, entender e desenvolver atividades motoras e sociais com alunos especiais de forma a incluí-los nas aulas de Educação Física. As dificuldades sociais dessas pessoas são temas debatidos com frequência em sala de aula, tornando os estudantes mais conscientes e diminuindo o preconceito.

O Campeonato disputado faz parte da classificação para as Paraolimpíadas de Londres, que acontecerá em 2012. A competição contou com 34 países e 225 atletas, divididos em 4 caterias (BC1, BC2, BC3 e BC4).

A delegação do Brasil era formada por 11 atletas, dirigentes, técnicos, médico e staff, totalizando 25 membros, e o Prof. Cláudio desempenhou a função de Classificador Funcional. O Brasil foi o grande vencedor na classe BC4*, tanto na disputa individual, como na disputa por duplas. Os atletas DIRCEU PINTO, ELISEU SANTOS E ADRIANO ANDRADE conquistaram o lugar mais alto do pódio na competição de duplas BC4 em uma final emocionante contra a Grã-Bretanha, com o placar de 4 X 2, levando a delegação brasileira e muitos simpatizantes a loucura no Estádio Universitário de Lisboa. Depois de ter conquistado a medalha de ouro na competição de pares BC4, o campeão paraolímpico em Pequim 2008, DIRCEU PINTO, foi consagrado o número 1 do mundo, mais uma vez, após vencer o atleta da Grã-Bretanha Stephen McGuire em uma final inesquecível. A disputa da medalha de bronze ficou entre nosso atleta ELISEU SANTOS e o português FERNANDO PEREIRA, e o Brasil levou a melhor. CONHEÇA O JO: A Bocha Paraolímpica é um jo disputado por atletas que apresentam disfunção motora severa causada por lesão no sistema nervoso central, como paralisia cerebral, traumatismo crânio-encefálico e/ou AVC. Porém em uma classe funcional é possível ter atletas com lesões diferentes, como lesão medular e distrofia muscular. O objetivo é lançar o maior número de bolas (cada atleta tem 6 bolas) próximas de uma bola alvo divididos em parciais (que variam de 4 a 6, dependendo da classe funcional). Vence quem conseguir ter o maior número de bolas colocadas próximas da bola alvo, ao final de todas as parciais. *A classe funcional BC4 é para o grupo de pessoas que têm limitação moderada, com autonomia para lançar bola.