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2 de setembro: Dia da Autonomia da Igreja Metodista

No Brasil, a Igreja Metodista começa a sua obra em 1867, quando chegam aqui os primeiros missionários norte-americanos, oriundos da região sul dos Estados Unidos da América do Norte. A Lei nº 1.931 de 26 de dezembro de 1991 e a Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010 marcam a data da proclamação da autonomia da Igreja Metodista do Brasil, que se deu em 2 de setembro de 1930, que passou a fazer parte do Conselho Mundial do Metodismo ou "World Methodist Council", juntamente com as outras Igrejas Metodistas autônomas de várias partes do mundo.

As palavras de João Wesley Dornellas, em seu artigo intitulado “Dois de setembro, Dia da Autonomia Metodista: você conhece essa história?”, nos relata o sentimento que caracterizava aqueles primeiros anos da autonomia da Igreja Metodista brasileira:

“Por causa dessa preocupação com sustento próprio, uma questão de honra – que era um dos alvos do Movimento Leigo, na década de 1920 – César escreveria carta a meu pai [8] na qual dizia o seguinte: “Sem dúvida, Deus tem abençoado a nossa Autonomia. Estou convencido de que ela, historicamente, foi o passo mais feliz que até agora conseguimos dar. Resta-nos a proclamação de nossa Independência, pelo menos financeira. Trabalhemos por consegui-la”. O grande consolidador da Autonomia ainda não estava satisfeito com tudo o que já tinha sido conseguido. Apenas no Concílio Geral de 1970/71, na reforma de nossa Constituição, deixou de existir o Conselho Central, criado pela Constituição de 1930 [9] (art. VII, Seção 1), e mantido, como no art. 22 da Constituição aprovada em 1934, que vigorou até 1971. Esse Conselho Central foi criado por exigência da Igreja-Mãe e faz parte da Declaração da Autonomia da Igreja Metodista do Brasil.

Nossa reflexão hoje é pensar que a autonomia não foi só administrativa com suas difíceis implicações, mas sua complexidade no que se refere às suas marcas teológicas. Assim nos ajuda a memória o professor Rui Josgrilberg: “interpretar a autonomia a partir do quadro maior do protestantismo, da missão, seu caráter puritano e sua relação com a cultura norte-americana e brasileira destacando a contínua importância de não somente promover um autogoverno, autossustento e autopropagação, mas uma teologia brasileira e uma igreja com os traços culturais mais importantes.

Como Pastorais Escolares e Universitárias, queremos frisar nosso sonho de que, apesar de todas as dificuldades, possamos trabalhar para um projeto de Igreja que mantenha suas características de ramo universal da Igreja e que, ao mesmo tempo, assuma características culturais de nossa terra. É um projeto que ainda não aconteceu, embora esteja na agenda de muitos planejamentos para a igreja hoje.

Deus abençoe a nossa Igreja Metodista brasileira


Pastor Roberval Trindade
Representante da CONAPEU na Educação Metodista