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26/07 – Prática esportiva: a arte de viver

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 1 Coríntios 9.24-25

Preocupado com o posicionamento de pessoas que se convertiam a Cristo e nutriam a concepção de que libertos por Ele poderiam fazer o que quisessem, inclusive práticas de libertinagem, o apóstolo Paulo as orientam (1 Coríntios 9.24-25) tendo como parâmetro reflexivo a prática esportiva.

O versículo 25 destaca duas categorias de recompensas para a pessoa que vence uma modalidade esportiva: uma coroa – um prêmio corruptível e um prêmio incorruptível.

Em relação a este, participar de uma competição é muito mais do que ganhar um troféu, uma medalha, símbolo visível de uma vitória.

O sentido incorruptível do prêmio é para além da materialidade de um objeto, consiste na diversidade de possibilidades de aprendizagens:

  • A coragem em participar – disposição em participar em detrimento do resultado, ganhar, perder ou ter a experiência;
  • A consciência do processo – que requer persistência, abnegação, trabalho em equipe, sinceridade, humildade...;
  • A integridade – no exercício da vocação, não basta ganhar, é essencial manter a dignidade, o caráter do grupo e de si mesmo/a em todo o processo.


Em uma Olimpíada, os espaços de atuação são diversos: quadra de tênis, pista de corrida..., mas na existência humana, o espaço primordial para a prática do atletismo, a arte de viver, é a própria vida e, nela, a habilidade de se relacionar tendo como inspiração a ética cristã: o respeito, o diálogo, o amor... é essencial para uma convivência melhor, solidária e mais humana.


Renilda Martins Garcia
Coordenadora da Pastoral Escolar
Colégio Metodista Bennett