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Andando de mãos dadas

“Se o teu coração é igual ao meu; dá-me tua mão”. 2ª Reis 10:15b


O que você sente quando pega na mão do seu cônjuge ou filho (a)? Passou a ser algo rotineiro, mecânico ou ainda sente o carinho da primeira vez? Você sente segurança ao dar as mãos?

Andar de mãos dadas pode parecer simbólico. Pode não ser muita coisa, mas é um ato singelo. Andar de mãos dadas transmite cumplicidade, compromisso, carinho, respeito mútuo. Demonstra que pequenos gestos revelam muito do que somos e, principalmente, do amor que existe nos relacionamentos familiares.

Ao pensar em reforma, sempre me reporto a consertos, restauração de algo que danificou, ou está perdendo sua cor, ou estado original.  As famílias deste nosso tempo têm sido bombardeadas por modelos que têm dividido as famílias. Temos sido chamados (as) para rever o nosso caminhar. Existem valores que precisam ser agregados, para que este caminho proposto por Deus para nós possa nos levar ao propósito inicial da criação, “no entardecer, andar de mãos dadas com Deus no jardim”, em harmonia e segurança de sua presença.

Precisamos rever os valores que parecem tão pequenos, mas que, sem perceber, estamos perdendo. Essa geração que está sendo formada, dentro de mudanças tão rápidas na tecnologia, precisa também escrever uma história de valores, uma história que deixa pilares para a geração seguinte. Um dos valores que, dentre tantos, tem se esgotado na busca pela independência é justamente o da “dependência saudável”, aquele valor que não nos aprisiona, mas nos traz segurança, nos convida a caminhar juntos que o vejo neste singelo ato de dar as mãos.

Sim, na simplicidade deste gesto, que às vezes fala mais que palavras que saem da boca, nós, filhas (os), íamos recebendo e percebendo que dependíamos uns dos outros para caminhar, pois ninguém caminha sozinho (a).

Como o lema de nosso Colégio, que vem de um texto bíblico dos provérbios de Salomão, que diz: “ensina seu filho (a) o caminho em que deva andar e quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6), cremos que o ensinar se faz no caminho, caminhando de mãos dadas pelas ruas, assentado e deitado, passando os valores que são para toda a vida.

Queremos estender essa missão aos alunos (as), pais e mães, às famílias, que estão, neste momento, refletindo nesta leitura e descobrindo que precisam de uma reforma no seu caminhar, que precisam retornar as práticas que trazem segurança aos filhos (as) estando presente, guiando-os pelas mãos e quando eles estiverem prontos, poderão seguir o caminho, com pés firmes, sabendo que mesmo que venham a tropeçar, saberão transpor os obstáculos e levantar das quedas. Deus nos abençoe sempre!


Revda. Márcia Célia Pereira
Pastoral Escolar do Colégio Piracicabano