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Levando Jesus para dentro de nossas casas

“E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está à morte; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva. E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.” Marcos 5:22-24

“E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.” Marcos 5:41-43


Nestes últimos dias muito se tem falado sobre “O Desafio da Baleia Azul” e os “13 Porquês.” Tais assuntos têm permeado nossas conversas e muitas pessoas encontram-se perdidas quanto ao que realmente se deve fazer.

Nossa sociedade tem sido constantemente ameaçada por episódios como estes que, ano após ano, ressurgem com diversas roupagens, mas que na verdade têm como um de seus objetivos desestruturar a FAMÍLIA.

Quando estes assuntos começaram a ganhar a mídia, lembrei-me de algo que me trouxe extrema alegria e saudade. Lembrei-me que quando menino, ao chegar da escola no final da tarde, eu e meus amigos nos reuníamos na rua para decidirmos do quê brincaríamos. Enquanto isso, com olhos atentos, nossos pais se reuniam nas calçadas pra papear e, é claro, nos manterem debaixo de suas vistas. Tal situação refletia algo que hoje infelizmente estamos perdendo: a presença efetiva dos pais na vida de seus filhos.

Quantos de nós vemos nossos filhos e filhas praticamente no final da noite, próximos do horário deles dormirem e ao invés de desfrutarmos dos poucos momentos que temos, acabamos por escolher a companhia das telas dos televisores, tablets e celulares? Com tal atitude, acabamos ensinando às gerações seguintes que essas posturas são as que os mesmos devem defender e seguir. O que esperar deles se os mesmos não têm referenciais?

Nosso personagem bíblico, Jairo, demonstra por meio de sua atitude que sua filha era sua prioridade. Essa prioridade se expressa quando ele, apesar de ser alguém reconhecido pela sociedade, se prostrar diante de Jesus em favor de sua filha; dá crédito à palavra de Jesus quando muitos querem convencê-lo de que sua filha morreu; que permite a Jesus adentrar em sua casa e tocar em sua filha para que o que ele mais esperava acontecesse: sua filha voltasse aos seus braços.

Creio que nossas famílias precisam ser reformadas em suas práticas e prioridades. País presentes e atentos às necessidades de seus filhos e filhas. Filhos e filhas que aprendem com seus pais os verdadeiros valores dessa vida.

Que possamos levar Cristo para dentro de nossas casas, assim como Jairo o fez, de maneira que Ele reestruture nossas famílias, restaure tudo o que é necessário e nos permita uma nova caminhada cheia de esperança em sua contínua companhia.

Com carinho,                                                                              

Pastor André Luís Noé
Universidade Metodista de Piracicaba